Combater o desequilíbrio financeiro e buscar autoconhecimento

     Hoje vamos conversar sobre desequilíbrio financeiro. E já começo com uma reportagem do Portal G1 publicada em 19 de julho de 2018. Ela mostra um levantamento feito pela Serasa Experian, onde o número de inadimplentes chegou a 61,8 milhões. É um número recorde, se comparado aos anos anteriores. Esse levantamento também vai mostrar que 40,3% da população adulta está inadimplente. Se considerarmos por valor, o montante de dívidas acumuladas em junho de 2018 foi de 273,4 bilhões de reais. É muito dinheiro. Desse valor, chegaremos a uma média de 4.426,00 reais por pessoa.

     São números muito preocupantes. O desequilíbrio financeiro se tornou um problema cada vez mais comum e presente na vida dos brasileiros. Ele se dá, principalmente, por dois motivos:

  • A incapacidade de organizar o orçamento e;
  • A dificuldade em resistir às compras que não são necessárias.

     No primeiro motivo, não ser capaz de organizar o próprio orçamento significa não saber, no final do mês, para onde o dinheiro está indo, onde ele está sendo gasto, gerando descontrole e dívidas.

     No segundo motivo, é importante resistir às promoções ou opções de parcelamento. E antes de comprar algo, reflita se realmente é necessário adquirir determinado produto e se tem mesmo o dinheiro para pagá-lo, evitando assim, de pagar juros.

     Outro caso muito comum é que algumas pessoas acabam perdendo os seus empregos, mas continuam mantendo o mesmo padrão de vida de quando estavam empregadas. Também há algumas pessoas que enxergam o limite do cartão de crédito ou do cheque especial como uma renda adicional e aproveitam esse limite para realizar mais compras, consequentemente, mais dívidas.

     Outra informação interessante é que, em 2011, a Employee Financial Education Division fez um levantamento e descobriu que as dívidas podem causar alto stress nas pessoas e apresentou os seguintes números:

  • 29% sofrem de ansiedade severa;
  • 51% tiveram tensão muscular, incluindo dor lombar;
  • 6% reportaram ataques cardíacos;
  • 27% tinham úlceras ou problemas no trato digestivo;
  • 61% disseram que o dinheiro é o primeiro fator de stress;
  • 52% disseram que o stress por razões financeiras contribuíram para que se tornassem mais irritadas, com raiva, fadiga e insônia.

     Esse levantamento constatou ainda que esses problemas contribuem para o uso excessivo de convênio médico, aumento do presenteísmo e do absenteísmo no ambiente corporativo. O desequilíbrio financeiro pode causar muitos estragos na vida de uma pessoa, desde uma irritabilidade, baixo desempenho no trabalho até uma doença grave ou um divórcio.

     Desta forma, para virar o jogo do desequilíbrio financeiro, a única pessoa capaz de fazer isso é você mesmo. Por isso, é importante frisar que cuidar das próprias finanças é muito importante, mas não se deve colocar o dinheiro no centro da sua vida. Pois, quando a única razão na vida de alguém é apenas o dinheiro, pessoas se deprimem, ficam cansadas, se separam e desanimam. O lado financeiro é apenas um reflexo das suas escolhas cotidianas e, diante deste fato, é necessário pensar a vida integralmente, ou seja, existem também a família, a saúde, a carreira, a espiritualidade e o lazer. Tudo isso, junto com a questão financeira, formam uma vida integrada e estável.

     O tema dinheiro não é uma disciplina exata. Ela envolve também o lado emocional. Por isso, é importante refletir um pouco sobre algumas questões:

  • Você possui muitas dívidas? Se sim, por que isso ocorre? Compra por impulso? Está mantendo um padrão de vida maior do que você pode sustentar? Não possui controle do próprio orçamento e no final do mês já gastou além do que poderia?
  • Qual é o seu comportamento em relação ao dinheiro? Ele te traz paz e tranquilidade? Ou ele te traz uma sensação de poder e superioridade?
  • O dinheiro te domina ou é você quem o domina?
  • E por último, você está feliz com as coisas que tem hoje? Ou gostaria de conquistar mais coisas e isso faz com que você gaste além da sua capacidade?

     Faça essa reflexão e busque se conhecer mais. Lembre-se de que o dinheiro é apenas um meio para a realização dos nossos sonhos e não um fim que nos causa pesadelos todas as noites. O objetivo maior é sermos felizes agora e gratos pela vida que temos neste momento.

     Gostou deste artigo? Deixe aqui a sua opinião e experiência de vida. Peço que também divulgue o meu blog para a sua rede de contatos. Vamos formar uma comunidade de pessoas do bem, informadas, educadas financeiramente e, principalmente, prósperas.

 

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