3 Dúvidas sobre IR no Tesouro Direto

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     Estou recebendo muitas dúvidas sobre investimentos e muitas delas dizem respeito sobre como funciona o imposto de renda no Tesouro Direto.

     Basicamente, são 3 pontos de atenção que devemos ter com o imposto de renda, quando investimos em Tesouro Direto:

     1) O imposto de renda é calculado sobre o rendimento da aplicação e não sobre o montante total. Por exemplo, se você investiu R$ 800,00 e resgatou R$ 1.000,00, o imposto de renda será calculado sobre o rendimento (o lucro), ou seja, sobre R$ 200,00 e não sobre R$ 1.000,00.

     2) O imposto de renda será retido na fonte, ou seja, a própria corretora fará a retenção e também fará a transferência do valor para a Receita Federal.

     3) O imposto de renda, no Tesouro Direto, segue a tabela regressiva, que é a tabela utilizada para cálculo de IR para quase todos os investimentos de renda fixa. Segue abaixo a tabela:

tabela regressiva ir

     É um grande prazer responder as dúvidas dos leitores do meu blog. E se você também possui dúvidas, peço que as envie aqui para eu lhe ajudar a saná-las.

Aproveito também para divulgar o lançamento do meu e-book “Como organizar as minhas finanças pessoais”. Ele responde várias dúvidas dos meus leitores e está com um preço promocional de R$ 6,99. Mas, é por tempo limitado. Clique no link abaixo e adquira já o seu.

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Lançamento do meu e-book

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📚 Tenho o prazer de anunciar que hoje estou lançando o meu e-book “Como Organizar as Minhas Finanças Pessoais“.

Nele eu apresento 4 passos poderosos para você organizar a sua vida financeira e começar a realizar seus sonhos.

São eles:

💰 1 – Como fazer uma análise financeira pessoal;
💰 2 – Como eliminar as dívidas;
💰 3 – Como priorizar sonhos e;
💰 4 – Como fazer um orçamento financeiro.

Foi escrito com todo carinho e dedicação para ajudar as pessoas a organizarem as suas finanças pessoais, mudarem a forma como lidam com o dinheiro e terem uma vida mais tranquila e bem sucedida.

“Mas, Marcelo, quanto custa o seu e-book?”

De R$ 19,99 por apenas R$ 6,99. 😲😲😲 Eu disse: apenas R$ 6,99. 🤑🤑🤑

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Vamos disseminar a educação financeira pelo Brasil e pelo mundo.

Um grande abraço. 🤓

Como administrar melhor o meu cartão de crédito?

     Hoje quero atender um leitor que acabou contraindo uma dívida que está tirando o sono dele, e que também tira o sono de milhares de brasileiros.

     O cartão de crédito.

     Ele é um dos grandes vilões de endividamento pessoal dos brasileiros. Entretanto, é importante lembrar que ele é apenas um meio de pagamento como outro qualquer. No entanto, ele exige que se tenha o dinheiro na data de vencimento da fatura do cartão. Por isso, é importante planejar as compras e controlar a impulsividade.

     Por outro lado, as instituições financeiras não gostam que você pague o cartão em dia, no valor total da fatura. Por que elas não gostam? Porque você agindo dessa forma elas não ganham juros. Elas querem que você pague a prazo para ganharem juros e multas. Só que você agindo da forma que elas querem, você ficará mais endividado e com menos dinheiro no bolso. Para você ter uma ideia, de acordo com o ranking do Banco Central do Brasil, a taxa média cobrada para consumidores adimplentes chegou 261,1% ao ano. Já a taxa média cobrada dos consumidores inadimplentes (que não pagaram ou atrasaram o pagamento mínimo da fatura) chegou a 313,3% ao ano. É muito alta.

     Por isso, eu enfatizo que se você tem dívidas no cartão de crédito, pague o mais rápido possível. Procure não pagar o valor mínimo e cuidado com o limite oferecido pela instituição do cartão. Há pessoas que possuem um limite de crédito (pasmem), de 4 vezes o valor do rendimento líquido que possuem. Transformando esse exemplo em números, digamos que uma pessoa tenha um rendimento líquido de 2 mil reais, ela chega a ter 8 mil reais de limite. Imagine se esta pessoa, sem educação financeira e que possui um comportamento consumista, utilize todo esse limite, como ela fará para quitar esse montante, fora os juros?

     É claro que cada pessoa é responsável pelos seus atos e sabe o que faz, mas esse tipo de comportamento levará esta pessoa para o desequilíbrio financeiro, podendo trazer todas muitas preocupações, stress, brigas em família, etc.

     Por isso, a recomendação é ter um limite, no máximo, 50% do seu rendimento líquido mensal.

     Um outro ponto importante é sobre a anuidade. Se você paga anuidade do cartão de crédito, mas os benefícios oferecidos pela instituição financeira do cartão não estão sendo utilizados por você, então não faz sentido manter esse pagamento mensal. É recomendado que você economize esse dinheiro e opte por um cartão sem anuidade.

     E por fim, simplifique. Diminua o número de cartões de crédito. O seu tempo é muito escasso. Para administrar um cartão já demora um certo tempo, imagine diversos cartões, com diversas datas para fatura, diversos aplicativos e sites para acessar. Por isso, repito, simplifique. Tenha apenas um ou, para segurança, dois cartões de crédito. É mais fácil administrá-los e diminui o risco de perder o controle dos pagamentos, e de pagar juros.

     Resumindo:

     1) Pague a fatura do cartão em dia e no valor total;

     2) O valor do limite do seu cartão de crédito deve ser, no máximo, 50% do valor do seu rendimento líquido mensal;

  3) Opte por cartão de crédito sem anuidade, caso não vá utilizar os benefícios oferecidos pelas instituições financeiras;

     4) Tenha no mínimo um cartão e, no máximo, dois cartões de crédito.

     5) Pratique o consumo consciente (dica extra).

     Mande suas dúvidas e opiniões. Vamos disseminar a educação financeira pelo Brasil e pelo mundo. Um grande abraço.

Combater o desequilíbrio financeiro e buscar autoconhecimento

     Hoje vamos conversar sobre desequilíbrio financeiro. E já começo com uma reportagem do Portal G1 publicada em 19 de julho de 2018. Ela mostra um levantamento feito pela Serasa Experian, onde o número de inadimplentes chegou a 61,8 milhões. É um número recorde, se comparado aos anos anteriores. Esse levantamento também vai mostrar que 40,3% da população adulta está inadimplente. Se considerarmos por valor, o montante de dívidas acumuladas em junho de 2018 foi de 273,4 bilhões de reais. É muito dinheiro. Desse valor, chegaremos a uma média de 4.426,00 reais por pessoa.

     São números muito preocupantes. O desequilíbrio financeiro se tornou um problema cada vez mais comum e presente na vida dos brasileiros. Ele se dá, principalmente, por dois motivos:

  • A incapacidade de organizar o orçamento e;
  • A dificuldade em resistir às compras que não são necessárias.

     No primeiro motivo, não ser capaz de organizar o próprio orçamento significa não saber, no final do mês, para onde o dinheiro está indo, onde ele está sendo gasto, gerando descontrole e dívidas.

     No segundo motivo, é importante resistir às promoções ou opções de parcelamento. E antes de comprar algo, reflita se realmente é necessário adquirir determinado produto e se tem mesmo o dinheiro para pagá-lo, evitando assim, de pagar juros.

     Outro caso muito comum é que algumas pessoas acabam perdendo os seus empregos, mas continuam mantendo o mesmo padrão de vida de quando estavam empregadas. Também há algumas pessoas que enxergam o limite do cartão de crédito ou do cheque especial como uma renda adicional e aproveitam esse limite para realizar mais compras, consequentemente, mais dívidas.

     Outra informação interessante é que, em 2011, a Employee Financial Education Division fez um levantamento e descobriu que as dívidas podem causar alto stress nas pessoas e apresentou os seguintes números:

  • 29% sofrem de ansiedade severa;
  • 51% tiveram tensão muscular, incluindo dor lombar;
  • 6% reportaram ataques cardíacos;
  • 27% tinham úlceras ou problemas no trato digestivo;
  • 61% disseram que o dinheiro é o primeiro fator de stress;
  • 52% disseram que o stress por razões financeiras contribuíram para que se tornassem mais irritadas, com raiva, fadiga e insônia.

     Esse levantamento constatou ainda que esses problemas contribuem para o uso excessivo de convênio médico, aumento do presenteísmo e do absenteísmo no ambiente corporativo. O desequilíbrio financeiro pode causar muitos estragos na vida de uma pessoa, desde uma irritabilidade, baixo desempenho no trabalho até uma doença grave ou um divórcio.

     Desta forma, para virar o jogo do desequilíbrio financeiro, a única pessoa capaz de fazer isso é você mesmo. Por isso, é importante frisar que cuidar das próprias finanças é muito importante, mas não se deve colocar o dinheiro no centro da sua vida. Pois, quando a única razão na vida de alguém é apenas o dinheiro, pessoas se deprimem, ficam cansadas, se separam e desanimam. O lado financeiro é apenas um reflexo das suas escolhas cotidianas e, diante deste fato, é necessário pensar a vida integralmente, ou seja, existem também a família, a saúde, a carreira, a espiritualidade e o lazer. Tudo isso, junto com a questão financeira, formam uma vida integrada e estável.

     O tema dinheiro não é uma disciplina exata. Ela envolve também o lado emocional. Por isso, é importante refletir um pouco sobre algumas questões:

  • Você possui muitas dívidas? Se sim, por que isso ocorre? Compra por impulso? Está mantendo um padrão de vida maior do que você pode sustentar? Não possui controle do próprio orçamento e no final do mês já gastou além do que poderia?
  • Qual é o seu comportamento em relação ao dinheiro? Ele te traz paz e tranquilidade? Ou ele te traz uma sensação de poder e superioridade?
  • O dinheiro te domina ou é você quem o domina?
  • E por último, você está feliz com as coisas que tem hoje? Ou gostaria de conquistar mais coisas e isso faz com que você gaste além da sua capacidade?

     Faça essa reflexão e busque se conhecer mais. Lembre-se de que o dinheiro é apenas um meio para a realização dos nossos sonhos e não um fim que nos causa pesadelos todas as noites. O objetivo maior é sermos felizes agora e gratos pela vida que temos neste momento.

     Gostou deste artigo? Deixe aqui a sua opinião e experiência de vida. Peço que também divulgue o meu blog para a sua rede de contatos. Vamos formar uma comunidade de pessoas do bem, informadas, educadas financeiramente e, principalmente, prósperas.

 

Estive ausente, mas foi por uma causa nobre. Entenda o por quê.

     Você, leitor, que segue o meu blog, notou que fiquei algumas semanas sem publicar um artigo. Peço-lhe desculpas por este ocorrido, mas a razão é muito nobre: no dia 05/10/2018 às 21:22 h. nasceu a minha primeira filha, a Luana.

     Estou muito feliz por mais este sonho realizado. Posso garantir, sem sombra de dúvidas, que o nascimento da minha filha foi a quarta melhor coisa que aconteceu na minha vida (a primeira foi conviver com meus pais, a segunda foi conhecer a minha esposa e a terceira foi viajar para a Itália). Meus amigos e colegas, ao saberem que minha esposa estava grávida, me alertaram para que eu aproveitasse bem os sonos, pois depois do nascimento da minha filha, dormir seria algo muito raro. De fato, nestes 17 primeiros dias eu me pareço muito com os zumbis da série The Walking Dead. Não é fácil acordar de madrugada para trocar fralda, tentar descobrir o por quê ela está chorando e preparar o complemento do leite, enquanto a minha esposa está dando de mamar para a Luana. Nestes dias que estou em casa ajudando a minha esposa, uma lição que estou aprendendo bastante é ter foco. O meu foco está todo voltado para a minha filha e esposa. Todo choro, gemido, movimento e olhar que a Luana manifesta é um momento constante de alerta e admiração, fora a preocupação de não faltar nada em casa que possa prejudicar o atendimento de uma necessidade, tanto da Luana, quanto da minha esposa.

     Outra lição importante que eu já praticava, mas passei a dar mais valor neste momento é o planejamento. Imprevistos ocorreram nestes dias, mas escrever alguns processos e cuidados a tomar com o objetivo de proporcionar o bem-estar das minhas duas mulheres (esposa e filha) no quadro branco localizado em nosso escritório, foram de tal forma crucial para que não entrássemos em desespero, a medida que as situações iam se apresentando dia a dia.

     Agora, de nada vale foco e planejamento se não existir o amor. Sem amor, tudo é feito sem sentido, de forma automatizada, o esforço se transforma em sacrifício e a vida um dia cobra esse preço, pois o fardo fica cada vez mais pesado. O amor faz você enfrentar e ultrapassar qualquer barreira, a aguentar e suportar os desafios e a vencer os obstáculos. Através do amor se constrói de fato o conceito de família e de lutar todos os dias para que todos os membros se sintam felizes. É com esse sentimento que passei a olhar ao redor de tudo que cerca a minha vida e comecei a repensá-la. Como eu quero viver de agora em diante? O que eu quero proporcionar de bem-estar para a minha família? A rotina diária que eu vinha tendo, agora com a chegada da minha filha, faz mesmo sentido mantê-la? O que irei perder se eu continuar vivendo nesse ritmo insano? Está na hora de repensar a carreira, os sonhos e as prioridades?

     O que eu posso afirmar é que a chegada da minha filha está revolucionando a minha vida (e como estou feliz com isso). É um momento que quero desfrutar cada segundo. Não quero, de forma alguma, que a minha vida seja igual a que se passa no filme Click, em que o personagem interpretado pelo ator Adam Sandler, de tanto se dedicar ao trabalho, perde o que mais há de precioso nesta vida: o tempo. Eu quero dedicar o máximo do meu tempo ao lado da minha esposa e filha. É claro que preciso trabalhar para ajudar na manutenção do sustento da minha família. Porém, o tempo se tornou algo muito valioso para mim. Neste momento, o tempo é o meu principal investimento. Ele é o meu principal ativo.

O que é CDB e como ele funciona?

     No artigo anterior conversamos sobre a importância de planejar e cuidar bem da sua aposentadoria. Hoje vamos entender sobre o que é e como funciona o CDB.

     CDB significa Certificado de Depósito Bancário. Ele está classificado na modalidade de renda fixa, o que significa que ao aplicar neste produto financeiro, você já sabe o quanto irá ganhar no final, ou seja, na data de vencimento. Ele é emitido pelos bancos, pois o objetivo deles, basicamente, é captar dinheiro para realizar empréstimos para os seus clientes. Assim, ao investir em um CDB, você empresta o seu dinheiro para o banco por um determinado tempo e quando você for resgatá-lo na data acordada, ele te devolve o seu dinheiro mais juros. O CDB pode ser:

  • pré-fixado;
  • pós-fixado;
  • híbrido.

     Quando você investe em um CDB pré-fixado, você já sabe antecipadamente qual é a rentabilidade, caso mantenha o título até o seu vencimento. Um exemplo, é investir em um CDB com um cupom (são os pagamentos periódicos que o investidor irá receber e que são definidos no momento da emissão do título) de 11% ao ano. Em um CDB pós-fixado, a rentabilidade dependerá do desempenho de algum indicador, por exemplo, investir em um CDB pós-fixado com uma taxa de 110% do CDI. Já o CDB híbrido,  é uma mescla de pré-fixado e pós-fixado, e normalmente é atrelado ao IPCA. No Brasil, é mais comum o mercado oferecer CDBs pós-fixados.

     É importante você saber que ao investir num CDB, haverá incidência de Imposto de Renda, onde é aplicada a tabela regressiva, conforme abaixo:

Até 180 dias = 22,5%

181 dias até 360 dias = 20%

361 dias até 720 dias = 17,5%

Superior a 721 dias = 15%

     É comum encontrar hoje no mercado CDBs com vencimentos para 2019, 2021 e 2023. Entretanto, é muito importante observar a tabela regressiva do Imposto de Renda e que a data de vencimento seja superior a 721 dias para que incida o menor percentual sobre o rendimento da aplicação.

     Outro item importante e que muitas pessoas me perguntam: é possível aplicar mensalmente no CDB? Infelizmente, não é possível. Você terá que aplicar um determinado montante uma única vez e aguardar até a data de vencimento para resgatá-lo. Atualmente, é possível investir em CDBs com R$ 1.000,00, R$ 5.000,00, por exemplo. O que você pode fazer é investir em outros CDBs, só que terão datas de vencimento (resgate) diferentes.

     Outra informação interessante é que ao investir num CDB você está protegido pelo FCG (Fundo Garantidor de Crédito), ou seja, funciona como um seguro. Isso significa que se a instituição financeira onde você investiu num CDB quebrar, o FGC garante um crédito de até R$ 250.000,00 por CPF.

     Por fim, ao investir em um CDB é importante que você esteja atento ao rating da instituição financeira em que você está investindo. Geralmente, o mercado utiliza 3 agências globais de rating: S&P, Moody´s e FITCH. Antes de investir é necessário tomar conhecimento de qual rating está classificado o CDB de seu interesse, pois irá indicar qual é o grau de investimento ou qual é o grau especulativo do seu produto, e se você está disposto a correr o risco. Você, ao comparar as opções de CDBs do mercado, notará que aqueles com rating com alto grau de investimento possui uma rentabilidade menor do que aqueles com baixo grau de investimento. Quanto mais o grau especulativo de um CDB, maior é a rentabilidade oferecida pelas instituições financeiras, geralmente, pequenos bancos comerciais que buscam atrair mais clientes.

     Desta forma, CDBs tem a característica de ser um investimento conservador/moderado e indicado para realizar objetivos de médio prazo. Algumas pessoas diversificam e investem em CDBs para a aposentadoria. Aplicam seus recursos por um determinado tempo e quando chega o dia do resgate, reaplicam em novos CDBs. Pode ser uma estratégia de segurança para não deixar todos os ovos numa mesma cesta, por exemplo, aplicar uma determinada quantidade mensal num Plano de Previdência Privada e um montante fixo maior em um CDB. O que eu gosto de frisar é que você tenha consciência de que essa estratégia atenda a sua expectativa futura, por isso, é importante se dedicar em estudar outros tipos de investimentos.

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Planeje e cuide muito bem da sua aposentadoria

 

     Um leitor me escreveu sugerindo para falar um pouco sobre as alternativas de investimentos para a aposentadoria, pois não deseja ficar dependente exclusivamente da aposentadoria do Governo.

     Mas, antes vamos começar refletindo sobre a expectativa de vida no Brasil. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em 1940 a expectativa de vida de um brasileiro era de 45,5 anos. Já em 2018, essa expectativa aumentou para 76 anos. Outro fato relevante é que, segundo o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), atualmente, 14,2% da população brasileira é formada por aposentados e pensionistas. O IBGE complementa dizendo que em 1992 havia 1 beneficiário para 12 brasileiros, e em 2015 havia 1 beneficiário para 7 brasileiros. Isso já mostra que a população brasileira está ficando mais velha, ou seja, o número de jovens está diminuindo e estamos vivendo mais. Também mostra que os brasileiros que estão na ativa estão sustentando cada vez mais quem está aposentado.

     Outro dado relevante é o rombo da previdência social. Em 2017 já chegava em 268,7 milhões de reais. Esse número preocupa a maioria dos brasileiros, pois mesmo contribuindo para o INSS, há um pressentimento geral de que quando se aposentar não há garantia de que o Governo terá dinheiro para realizar os pagamentos. Até quem já está aposentado já demonstra essa preocupação, pois sabe que em algum momento não terá dinheiro. Sem contar que os brasileiros que contribuem para a previdência social não acreditam que consigam, ao se aposentarem, atingir o teto que é, atualmente, de R$ 5.645,80 (em 05/09/2018) e conseguirem manter seu padrão de vida atual.

Por estes motivos catastróficos citados, alguns brasileiros já começam a procurar maneiras de não dependerem exclusivamente da previdência social, ou seja, estão buscando alternativas para uma previdência complementar, pois não querem depender da aposentadoria do Governo, nem depender de parentes e amigos para sobreviverem. Também não querem continuar trabalhando até não aguentarem mais, situação vivida por muitos brasileiros que já se aposentaram, mas que ainda precisam trabalhar para continuarem a ter um padrão de vida digno.

     Por isso, é muito importante investir o quanto antes e mais cedo possível. Entretanto, em 2014, uma pesquisa realizada pelo economista José Roberto Afonso e divulgada pelo banco Santander, aponta que no Brasil apenas 5% da população mais rica faz alguma poupança para a aposentadoria. É muito pouco e isso causará um grande impacto na qualidade de vida quando chegar à velhice. Na edição 1152 da revista Exame publicada em 20/12/2017, a GPS Investimentos mostrou o seguinte cálculo:

Quanto é preciso economizar para ter uma renda mensal de cerca de R$ 8.000,00 ao se aposentar?

  1. Em uma aplicação com rendimento real de 7% a.a., seria preciso acumular 1,9 milhão de reais.
  2. Em uma aplicação com rendimento real de 3% a.a., seria preciso acumular 5,1 milhões de reais.
  3. Em uma aplicação com rendimento real de 1,5% a.a., seria preciso acumular 14,3 milhões de reais.

     Esses cálculos mostram que, quanto menor for o rendimento, maior será o esforço para poupar dinheiro. Por isso, planejar a aposentadoria é um processo de longo prazo, podendo levar 20, 30 ou 40 anos de investimento. Para isto, o Banco Itaú criou a seguinte regra:

  1. Aos 25 anos seria necessário investir 10% do que ganha numa reserva para a aposentadoria;
  2. Aos 30 anos, 15%;
  3. Aos 45 anos, é a idade menos 10, ou seja, 35%.

     No livro “Adeus, Aposentadoria”, o consultor financeiro Gustavo Cerbasi fala sobre a importância de se educar, de investir, de empreender depois dos 60 anos e de gerenciar bem a carreira profissional. Outros especialistas vão indicar investimentos mais conservadores para formação da reserva de emergência, que são títulos ou fundos, públicos ou privados, atrelados à inflação ou ligados ao CDI. Por exemplo, Tesouro IPCA+, CDB, LCI e LCA. Para os mais arrojados, são indicados fundos imobiliários e uma carteira de ações que paguem dividendos. Também são indicados os planos de previdência privada, PGBL e VGBL, mas aqui cabe uma atenção: as instituições financeiras que vendem esses planos de previdência privada ganham dinheiro cobrando taxas de carregamento e de administração. Por exemplo, se for cobrada uma taxa de carregamento de 3% ao mês, quando você deposita R$ 100,00, R$ 3,00 vai para a instituição e R$ 97,00 vai para a sua aposentadoria. Já a taxa de administração é cobrada uma vez por ano. Por isso, é muito importante fazer as contas, pesquisar e negociar bastante para que essas taxas sejam as mais baixas possíveis e você possa usufruir de uma aposentadoria bem mais tranquila.

     Logo abaixo eu compartilho um simulador de independência financeira disponível gratuitamente no site Clube dos Poupadores. É bem simples de usar e você pode brincar com os números. A minha dica é: não seja apenas otimista nas simulações. Simule também o pior cenário para que você não tenha surpresas futuras.

https://www.clubedospoupadores.com/simulador-independencia-financeira

     Para finalizar, é importante que você compreenda a necessidade de sempre buscar se educar financeiramente, pois há muitos produtos financeiros disponíveis no mercado que podem te levar ao sucesso ou fracasso na conquista da independência financeira. Buscar se educar financeiramente vai te ajudar a entender os argumentos dos vendedores desses produtos financeiros, pois na maioria das vezes, eles precisam bater as metas da instituição para o qual trabalham e nem sempre o que eles vão te sugerir é, realmente, o melhor para você. Buscar informação sobre determinado tipo de investimento também é importante para você se sentir mais seguro e entender as regras do jogo, pois não adianta você investir em algo do qual não entende. A chance de ter sucesso nesse jogo serão mínimas. Por isso, enfatizo mais uma vez: estude bastante, pois é seu futuro e o futuro da sua família que estão em jogo.

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