Estive ausente, mas foi por uma causa nobre. Entenda o por quê.

     Você, leitor, que segue o meu blog, notou que fiquei algumas semanas sem publicar um artigo. Peço-lhe desculpas por este ocorrido, mas a razão é muito nobre: no dia 05/10/2018 às 21:22 h. nasceu a minha primeira filha, a Luana.

     Estou muito feliz por mais este sonho realizado. Posso garantir, sem sombra de dúvidas, que o nascimento da minha filha foi a quarta melhor coisa que aconteceu na minha vida (a primeira foi conviver com meus pais, a segunda foi conhecer a minha esposa e a terceira foi viajar para a Itália). Meus amigos e colegas, ao saberem que minha esposa estava grávida, me alertaram para que eu aproveitasse bem os sonos, pois depois do nascimento da minha filha, dormir seria algo muito raro. De fato, nestes 17 primeiros dias eu me pareço muito com os zumbis da série The Walking Dead. Não é fácil acordar de madrugada para trocar fralda, tentar descobrir o por quê ela está chorando e preparar o complemento do leite, enquanto a minha esposa está dando de mamar para a Luana. Nestes dias que estou em casa ajudando a minha esposa, uma lição que estou aprendendo bastante é ter foco. O meu foco está todo voltado para a minha filha e esposa. Todo choro, gemido, movimento e olhar que a Luana manifesta é um momento constante de alerta e admiração, fora a preocupação de não faltar nada em casa que possa prejudicar o atendimento de uma necessidade, tanto da Luana, quanto da minha esposa.

     Outra lição importante que eu já praticava, mas passei a dar mais valor neste momento é o planejamento. Imprevistos ocorreram nestes dias, mas escrever alguns processos e cuidados a tomar com o objetivo de proporcionar o bem-estar das minhas duas mulheres (esposa e filha) no quadro branco localizado em nosso escritório, foram de tal forma crucial para que não entrássemos em desespero, a medida que as situações iam se apresentando dia a dia.

     Agora, de nada vale foco e planejamento se não existir o amor. Sem amor, tudo é feito sem sentido, de forma automatizada, o esforço se transforma em sacrifício e a vida um dia cobra esse preço, pois o fardo fica cada vez mais pesado. O amor faz você enfrentar e ultrapassar qualquer barreira, a aguentar e suportar os desafios e a vencer os obstáculos. Através do amor se constrói de fato o conceito de família e de lutar todos os dias para que todos os membros se sintam felizes. É com esse sentimento que passei a olhar ao redor de tudo que cerca a minha vida e comecei a repensá-la. Como eu quero viver de agora em diante? O que eu quero proporcionar de bem-estar para a minha família? A rotina diária que eu vinha tendo, agora com a chegada da minha filha, faz mesmo sentido mantê-la? O que irei perder se eu continuar vivendo nesse ritmo insano? Está na hora de repensar a carreira, os sonhos e as prioridades?

     O que eu posso afirmar é que a chegada da minha filha está revolucionando a minha vida (e como estou feliz com isso). É um momento que quero desfrutar cada segundo. Não quero, de forma alguma, que a minha vida seja igual a que se passa no filme Click, em que o personagem interpretado pelo ator Adam Sandler, de tanto se dedicar ao trabalho, perde o que mais há de precioso nesta vida: o tempo. Eu quero dedicar o máximo do meu tempo ao lado da minha esposa e filha. É claro que preciso trabalhar para ajudar na manutenção do sustento da minha família. Porém, o tempo se tornou algo muito valioso para mim. Neste momento, o tempo é o meu principal investimento. Ele é o meu principal ativo.

O que é CDB e como ele funciona?

     No artigo anterior conversamos sobre a importância de planejar e cuidar bem da sua aposentadoria. Hoje vamos entender sobre o que é e como funciona o CDB.

     CDB significa Certificado de Depósito Bancário. Ele está classificado na modalidade de renda fixa, o que significa que ao aplicar neste produto financeiro, você já sabe o quanto irá ganhar no final, ou seja, na data de vencimento. Ele é emitido pelos bancos, pois o objetivo deles, basicamente, é captar dinheiro para realizar empréstimos para os seus clientes. Assim, ao investir em um CDB, você empresta o seu dinheiro para o banco por um determinado tempo e quando você for resgatá-lo na data acordada, ele te devolve o seu dinheiro mais juros. O CDB pode ser:

  • pré-fixado;
  • pós-fixado;
  • híbrido.

     Quando você investe em um CDB pré-fixado, você já sabe antecipadamente qual é a rentabilidade, caso mantenha o título até o seu vencimento. Um exemplo, é investir em um CDB com um cupom (são os pagamentos periódicos que o investidor irá receber e que são definidos no momento da emissão do título) de 11% ao ano. Em um CDB pós-fixado, a rentabilidade dependerá do desempenho de algum indicador, por exemplo, investir em um CDB pós-fixado com uma taxa de 110% do CDI. Já o CDB híbrido,  é uma mescla de pré-fixado e pós-fixado, e normalmente é atrelado ao IPCA. No Brasil, é mais comum o mercado oferecer CDBs pós-fixados.

     É importante você saber que ao investir num CDB, haverá incidência de Imposto de Renda, onde é aplicada a tabela regressiva, conforme abaixo:

Até 180 dias = 22,5%

181 dias até 360 dias = 20%

361 dias até 720 dias = 17,5%

Superior a 721 dias = 15%

     É comum encontrar hoje no mercado CDBs com vencimentos para 2019, 2021 e 2023. Entretanto, é muito importante observar a tabela regressiva do Imposto de Renda e que a data de vencimento seja superior a 721 dias para que incida o menor percentual sobre o rendimento da aplicação.

     Outro item importante e que muitas pessoas me perguntam: é possível aplicar mensalmente no CDB? Infelizmente, não é possível. Você terá que aplicar um determinado montante uma única vez e aguardar até a data de vencimento para resgatá-lo. Atualmente, é possível investir em CDBs com R$ 1.000,00, R$ 5.000,00, por exemplo. O que você pode fazer é investir em outros CDBs, só que terão datas de vencimento (resgate) diferentes.

     Outra informação interessante é que ao investir num CDB você está protegido pelo FCG (Fundo Garantidor de Crédito), ou seja, funciona como um seguro. Isso significa que se a instituição financeira onde você investiu num CDB quebrar, o FGC garante um crédito de até R$ 250.000,00 por CPF.

     Por fim, ao investir em um CDB é importante que você esteja atento ao rating da instituição financeira em que você está investindo. Geralmente, o mercado utiliza 3 agências globais de rating: S&P, Moody´s e FITCH. Antes de investir é necessário tomar conhecimento de qual rating está classificado o CDB de seu interesse, pois irá indicar qual é o grau de investimento ou qual é o grau especulativo do seu produto, e se você está disposto a correr o risco. Você, ao comparar as opções de CDBs do mercado, notará que aqueles com rating com alto grau de investimento possui uma rentabilidade menor do que aqueles com baixo grau de investimento. Quanto mais o grau especulativo de um CDB, maior é a rentabilidade oferecida pelas instituições financeiras, geralmente, pequenos bancos comerciais que buscam atrair mais clientes.

     Desta forma, CDBs tem a característica de ser um investimento conservador/moderado e indicado para realizar objetivos de médio prazo. Algumas pessoas diversificam e investem em CDBs para a aposentadoria. Aplicam seus recursos por um determinado tempo e quando chega o dia do resgate, reaplicam em novos CDBs. Pode ser uma estratégia de segurança para não deixar todos os ovos numa mesma cesta, por exemplo, aplicar uma determinada quantidade mensal num Plano de Previdência Privada e um montante fixo maior em um CDB. O que eu gosto de frisar é que você tenha consciência de que essa estratégia atenda a sua expectativa futura, por isso, é importante se dedicar em estudar outros tipos de investimentos.

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Planeje e cuide muito bem da sua aposentadoria

 

     Um leitor me escreveu sugerindo para falar um pouco sobre as alternativas de investimentos para a aposentadoria, pois não deseja ficar dependente exclusivamente da aposentadoria do Governo.

     Mas, antes vamos começar refletindo sobre a expectativa de vida no Brasil. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em 1940 a expectativa de vida de um brasileiro era de 45,5 anos. Já em 2018, essa expectativa aumentou para 76 anos. Outro fato relevante é que, segundo o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), atualmente, 14,2% da população brasileira é formada por aposentados e pensionistas. O IBGE complementa dizendo que em 1992 havia 1 beneficiário para 12 brasileiros, e em 2015 havia 1 beneficiário para 7 brasileiros. Isso já mostra que a população brasileira está ficando mais velha, ou seja, o número de jovens está diminuindo e estamos vivendo mais. Também mostra que os brasileiros que estão na ativa estão sustentando cada vez mais quem está aposentado.

     Outro dado relevante é o rombo da previdência social. Em 2017 já chegava em 268,7 milhões de reais. Esse número preocupa a maioria dos brasileiros, pois mesmo contribuindo para o INSS, há um pressentimento geral de que quando se aposentar não há garantia de que o Governo terá dinheiro para realizar os pagamentos. Até quem já está aposentado já demonstra essa preocupação, pois sabe que em algum momento não terá dinheiro. Sem contar que os brasileiros que contribuem para a previdência social não acreditam que consigam, ao se aposentarem, atingir o teto que é, atualmente, de R$ 5.645,80 (em 05/09/2018) e conseguirem manter seu padrão de vida atual.

Por estes motivos catastróficos citados, alguns brasileiros já começam a procurar maneiras de não dependerem exclusivamente da previdência social, ou seja, estão buscando alternativas para uma previdência complementar, pois não querem depender da aposentadoria do Governo, nem depender de parentes e amigos para sobreviverem. Também não querem continuar trabalhando até não aguentarem mais, situação vivida por muitos brasileiros que já se aposentaram, mas que ainda precisam trabalhar para continuarem a ter um padrão de vida digno.

     Por isso, é muito importante investir o quanto antes e mais cedo possível. Entretanto, em 2014, uma pesquisa realizada pelo economista José Roberto Afonso e divulgada pelo banco Santander, aponta que no Brasil apenas 5% da população mais rica faz alguma poupança para a aposentadoria. É muito pouco e isso causará um grande impacto na qualidade de vida quando chegar à velhice. Na edição 1152 da revista Exame publicada em 20/12/2017, a GPS Investimentos mostrou o seguinte cálculo:

Quanto é preciso economizar para ter uma renda mensal de cerca de R$ 8.000,00 ao se aposentar?

  1. Em uma aplicação com rendimento real de 7% a.a., seria preciso acumular 1,9 milhão de reais.
  2. Em uma aplicação com rendimento real de 3% a.a., seria preciso acumular 5,1 milhões de reais.
  3. Em uma aplicação com rendimento real de 1,5% a.a., seria preciso acumular 14,3 milhões de reais.

     Esses cálculos mostram que, quanto menor for o rendimento, maior será o esforço para poupar dinheiro. Por isso, planejar a aposentadoria é um processo de longo prazo, podendo levar 20, 30 ou 40 anos de investimento. Para isto, o Banco Itaú criou a seguinte regra:

  1. Aos 25 anos seria necessário investir 10% do que ganha numa reserva para a aposentadoria;
  2. Aos 30 anos, 15%;
  3. Aos 45 anos, é a idade menos 10, ou seja, 35%.

     No livro “Adeus, Aposentadoria”, o consultor financeiro Gustavo Cerbasi fala sobre a importância de se educar, de investir, de empreender depois dos 60 anos e de gerenciar bem a carreira profissional. Outros especialistas vão indicar investimentos mais conservadores para formação da reserva de emergência, que são títulos ou fundos, públicos ou privados, atrelados à inflação ou ligados ao CDI. Por exemplo, Tesouro IPCA+, CDB, LCI e LCA. Para os mais arrojados, são indicados fundos imobiliários e uma carteira de ações que paguem dividendos. Também são indicados os planos de previdência privada, PGBL e VGBL, mas aqui cabe uma atenção: as instituições financeiras que vendem esses planos de previdência privada ganham dinheiro cobrando taxas de carregamento e de administração. Por exemplo, se for cobrada uma taxa de carregamento de 3% ao mês, quando você deposita R$ 100,00, R$ 3,00 vai para a instituição e R$ 97,00 vai para a sua aposentadoria. Já a taxa de administração é cobrada uma vez por ano. Por isso, é muito importante fazer as contas, pesquisar e negociar bastante para que essas taxas sejam as mais baixas possíveis e você possa usufruir de uma aposentadoria bem mais tranquila.

     Logo abaixo eu compartilho um simulador de independência financeira disponível gratuitamente no site Clube dos Poupadores. É bem simples de usar e você pode brincar com os números. A minha dica é: não seja apenas otimista nas simulações. Simule também o pior cenário para que você não tenha surpresas futuras.

https://www.clubedospoupadores.com/simulador-independencia-financeira

     Para finalizar, é importante que você compreenda a necessidade de sempre buscar se educar financeiramente, pois há muitos produtos financeiros disponíveis no mercado que podem te levar ao sucesso ou fracasso na conquista da independência financeira. Buscar se educar financeiramente vai te ajudar a entender os argumentos dos vendedores desses produtos financeiros, pois na maioria das vezes, eles precisam bater as metas da instituição para o qual trabalham e nem sempre o que eles vão te sugerir é, realmente, o melhor para você. Buscar informação sobre determinado tipo de investimento também é importante para você se sentir mais seguro e entender as regras do jogo, pois não adianta você investir em algo do qual não entende. A chance de ter sucesso nesse jogo serão mínimas. Por isso, enfatizo mais uma vez: estude bastante, pois é seu futuro e o futuro da sua família que estão em jogo.

     Se você gostou deste artigo, divulgue compartilhando-o com seus amigos e familiares. Deixe seus comentários e sugestões para novos artigos. Vamos levar informação e conhecimento para as pessoas, pois o nosso país entrará para o rol dos países desenvolvidos tendo um mercado de capitais forte e com cidadãos empreendedores bem instruídos financeiramente.

Pare de xingar o seu banco e aprenda a usar o mercado financeiro a seu favor

     A decepção que algumas pessoas possuem com os bancos muitas vezes está ligada à forma como administram as suas finanças e, consequentemente, a quantidade de juros que pagam para eles.

     Apenas para conhecimento histórico, o banco mais antigo do mundo ainda em atividade é o Monte dei Paschi di Siena, fundado em 1472, na Itália. No Brasil, o primeiro banco a funcionar foi o Banco do Brasil, fundado em 1808 através do alvará do príncipe regente D. João VI. Os bancos são instituições que fazem transações com o dinheiro de seus clientes. Simplesmente, eles tomam o seu dinheiro que está guardado no banco e emprestam à outros clientes, cobrando juros destes para se manterem. Os bancos possuem um papel social e econômico muito importante, pois emprestam dinheiro tanto para pessoas físicas, quanto para pessoas jurídicas, para que possam realizar os seus sonhos e objetivos como, por exemplo, a compra de um novo carro ou da casa própria e abrir uma empresa.

     Muitos brasileiros não possuem conhecimentos em finanças pessoais e investimentos. Também não possuem um planejador financeiro para lhes ajudarem a buscar melhores aplicações financeiras para realizarem os seus sonhos. Diante disto, eles acabam confiando no gerente do banco de onde possuem uma conta corrente aberta, onde quase sempre seguem à risca o que este profissional lhes indica em relação onde investir o pouco dinheiro que eles possuem. O problema aqui apresentado é que o seu gerente do banco representa a instituição para o qual ele trabalha, logo irá defender os interesses dela. Esse gerente na verdade é um vendedor que irá direcionar o seu trabalho para bater as metas de vendas de produtos financeiros que a empresa a qual ele trabalha definiu. Quando você está na fila do caixa do banco e o bancário lhe pergunta “não quer investir R$ 50,00 no novo título de capitalização Super Mega do Milhão e ainda concorre a prêmios?” ou quando o seu gerente oferece um determinado plano de previdência privada ou um CDB que rende 80% do CDI, não significa que eles estão preocupados com o seu futuro e sim em bater as metas de vendas daquele mês que o banco impôs à eles. Você pode me dizer “mas, eles são uns canalhas”. Eu afirmo que não são, pois estão fazendo apenas o trabalho deles. Cabe à você saber identificar se o que eles estão lhe oferecendo é o produto financeiro ideal para os seus objetivos.

     Perceba que o banco vai ganhar dinheiro quando você decide contratar um crédito consignado, utilizar o cheque especial para bancar o padrão de vida que você não tem, realizar um financiamento, tomar um empréstimo ou aceitar a oferta que o bancário ou seu gerente lhe ofereceu. Essa forma do banco ganhar dinheiro com você se chama juros. Agora, existe uma forma de você usar o banco à seu favor e ganhar dinheiro deles que é começar a investir. Os bancos, para emprestar dinheiro para os outros clientes, precisam primeiro captar esse dinheiro e para isto fazem propagandas para que você e outras pessoas apliquem seus rendimentos em conta poupança, em CDB e outros produtos financeiros. Para isto, estão dispostos a lhe pagar juros. Quando um banco lhe oferece uma aplicação em CDB que rende 80% do CDI em 2 anos, na verdade, ele está pedindo o seu dinheiro para emprestá-lo à um terceiro e que, se em 2 anos você não resgatar esse dinheiro, ele lhe devolverá o dinheiro aplicado inicialmente mais juros de 80% do CDI. Agora, o que o banco mais gosta é que você deixe o seu dinheiro parado na conta corrente, pois como ela não tem rendimento, ele empresta esse seu dinheiro parado para muitas pessoas, ele recebe juros delas e você não recebe nada de juros do banco.

     A educação financeira nos proporciona essa visão de como os bancos funcionam e de, ao invés de só reclamarmos deles, podermos tirar proveito também. O que é importante frisar que, em se tratando de investimentos, há no mercado produtos financeiros mais interessantes que não são oferecidos pelos bancos e sim pelas corretoras de investimento. Por isso, por exemplo, se a sua intenção é investir em CDB, é importante sempre comparar o que o seu banco está oferecendo de rentabilidade e o que os bancos e corretoras concorrentes também estão oferecendo, pois geralmente, estas últimas oferecem CDBs muito mais rentáveis. Frisando, é claro, que sejam observados também o risco envolvido e as instituições por trás destas operações.

     Espero que você ao ler este artigo tenha uma nova visão do mercado financeiro e de que você tem a liberdade de escolher de qual lado quer estar: (1) do lado de quem não gosta do mercado financeiro e que xingam os banqueiros ou (2) daqueles que compreendem a dinâmica do mercado e procuram tirar proveito para rentabilizar as suas aplicações financeiras para realizar mais sonhos.

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     Abraços e até o próximo artigo.

 

Investir em educação para alavancar a sua carreira

     A educação financeira é uma área que exige constante estudo de cada um de nós. Há muitos excelentes profissionais compartilhando muitas informações interessantes sobre investimentos em renda fixa e variável, como se livrar das dívidas, sobre matemática financeira, mesada, mas poucos fazem o paralelo entre educação financeira e carreira profissional.

     Eu gosto muito de acompanhar os conteúdos, por exemplo, do Leandro Ávila do Clube dos poupadores (https://www.clubedospoupadores.com), do Rafael Seabra do blog Quero Ficar Rico (https://queroficarrico.com/blog/) e do André Massaro (http://www.andremassaro.com.br/). Eles trazem muitas informações sobre educação financeira e o impacto que ela traz em nossas vidas e das pessoas que amamos.

     Muitas vezes escrevemos sobre como funciona um determinado produto financeiro, sua rentabilidade, hábitos de consumo, orçamento financeiro, etc, mas escrevemos muito pouco sobre carreira. É claro que há muitos especialistas em carreira profissional que já tratam desse assunto, mas uma coisa não exclui a outra. Pelo contrário, imagine o quanto a sua vida pode crescer exponencialmente e seus rendimentos serem alavancados sendo um profissional cada vez mais valorizado e sabendo investir e administrar suas finanças. A Catho publicou uma pesquisa (denominada Pesquisa Salarial) em janeiro deste ano (2018) onde mostra que, em casos de profissionais pós-graduados que atuam em cargos de coordenação podem ter seus salários aumentados em até 53,7%. Já com um mestrado ou doutorado, o valor pode subir até 47,4%. Já para os executivos há um grande diferencial no salário entre os que possuem uma formação específica como a pós-graduação ou um MBA daqueles que não a possuem. Essa diferença chega a 47,2%. E aqueles que estão no nível operacional, concluindo um curso de graduação o aumento pode ser de até 25% em relação àqueles que não têm nível superior.

     Por que estou apresentando esses números? Porque algumas pessoas que me procuram pedindo dicas sobre como fazer para ganhar mais ou para crescer na carreira e eu sempre respondo com duas perguntas:

  1. O que você está fazendo de diferente dos seus colegas de trabalho?
  2. O que você está estudando atualmente?

    É comum eu obter como resposta “Aqui onde eu trabalho não me valorizam.” ou “Eu já trabalho tanto que à noite ou nos finais de semana eu só quero descansar e nem quero pensar em trabalho. A empresa que deveria me dar treinamento durante o expediente.“. É claro que trabalhamos muito e que é importante as empresas investirem em seus funcionários, mas precisamos entender que cada um de nós é como uma empresa que presta serviços para um cliente. Se somos assalariados, o meu cliente é a empresa que eu trabalho e quanto mais eu investir em mim mesmo, mais valor e entrega eu gero, logo mais empresas se interessarão em mim. Quanto mais valor eu entrego, mais dinheiro eu vou ganhar. Ganhando mais dinheiro, mais investimentos eu posso fazer e mais sonhos posso realizar.

     Por isso, o foco de todo profissional que está atento com a sua carreira e com os movimentos do mercado, deve constantemente estar se aperfeiçoando. Façamos um paralelo com o mundo do esporte. O jogador de basquete Oscar uma vez deu uma entrevista para um programa de TV e disse que quando acaba o treino, enquanto os outros jogadores iam para suas casas, ele continuava na quadra treinando arremessos. A mesma postura tinha o jogador de futebol Pelé. Enquanto os outros jogadores iam tomar banho no vestiário, ele ainda estava no campo batendo bola, correndo de um lado para o outro. Por isso, foram craques em suas épocas e são reconhecidos até hoje como os melhores jogadores de suas modalidades. Essas histórias me dão orgulho e inspiração para continuar todos os dias aperfeiçoando minhas habilidades. Claro que surgem situações em que tomamos decisões equivocadas, mas também são oportunidades para avaliar a situação e aprender com esses erros. Mas, fico muito triste quando um profissional me fala que merece ganhar mais, mas não se arrisca, há anos não estuda mais nada, não é destaque no seu departamento, reclama todos os dias da empresa e do chefe, e ainda colabora para espalhar as notícias negativas da “rádio-peão”.

     A mensagem final que eu deixo aqui é que você nunca pare de aprender. Faça cursos profissionais da sua área ou daquela que você almeja iniciar e faça treinamentos treinamentos sobre educação financeira. Seja presencial ou on line. Leia artigos e livros. Assista e siga canais do YouTube que tratam deste assunto. Não há desculpas para não aprender. Lembre-se que a vida é curta e cada minuto que gastamos precisa ter algum significado importante. Precisa agregar algo na sua vida e gerar histórias emocionantes para os seus filhos e netos.

Não cometa o mesmo erro comportamental-financeiro que eu cometi

     Há alguns anos atrás eu fiquei um bastante ansioso por não saber onde investir o pouco dinheiro que eu havia poupado.

     Afinal de contas, há tantas opções de investimentos que é praticamente uma verdadeira sopa de letrinhas: CDB, DI, FII, LCI, LCA, CRI, CRA, ETFs, ações, Tesouro Direto e debêntures. De tantos termos existentes, confesso que eu travei. Em poucos dias me desinteressei pelo assunto, comecei a estudar outras coisas fora do mundo dos investimentos e fiz o que a maioria dos poupadores brasileiros (essa maioria representa 60%, segundo o indicador SPC Brasil e CNDL) fazem: deixei o meu dinheiro na poupança.

     Depois de um certo tempo voltei a me interessar por investimentos, resolvi sair do comodismo e comecei a estudar sobre este assunto. Nisso, algo incrível aconteceu: não perdi dinheiro deixando-o na poupança, mas descobri que poderia ter ganho muito mais dinheiro se tivesse aplicado em outros produtos financeiros. Lembrei daquela música do Cazuza em que ele canta “o tempo não pára” e de um ditado popular em que diz “o dinheiro não aceita desaforo”. Você, leitor, deve estar gritando desesperado para mim na frente do seu computador ou celular: “Você está louco? Onde que isso é algo incrível? No seu lugar eu ficaria muito bravo”.

     Confesso, eu fiquei muito bravo também, mas ao invés de largar tudo, fiquei mais interessado ainda em estudar os produtos financeiros existentes. Hoje, posso dizer que o meu patrimônio está aumentando ano após ano, me sinto mais seguro e menos preocupado financeiramente, pois sei que estou ficando mais próximo da sustentabilidade financeira, sempre procurando diversificar os meus investimentos.

     Assim, a minha dica para você começar a ter sucesso na sua vida financeira é:

  1. Adquira o hábito de poupar regularmente, todos os meses;
  2. Estude cada produto financeiro oferecido no mercado;
  3. Faça uma lista dos seus sonhos, verifique qual investimento é mais adequado para cada sonho, coloque no orçamento financeiro o valor destinado para a realização deste sonho e comece a investir;
  4. Comece a investir pelo produto financeiro mais fácil e simples para você. Não invista em algo que ainda não compreende ou que não se sente confortável.

     Lembre-se que o mais importante neste momento é dar o primeiro passo, ser curioso, ter vontade de aprender e não ter preguiça. O seu futuro já começou com as escolhas que você está fazendo neste momento. Cada decisão feita hoje causa grande impacto no seu futuro. Pense nisso.

 

A importância de rever suas aplicações financeiras

     Um hábito que venho adotando nos últimos anos é avaliar meus investimentos. Como vivemos num país em que o Governo interfere bastante na economia, com as decisões do Copom sobre a taxa Selic e o sobe e desce do mercado de ações, avaliar como estão os meus investimentos se torna importante para saber se os meus sonhos e objetivos estão sendo impactados ou não.

     Para quem está começando a poupar, seja numa caderneta de poupança ou no Tesouro Direto, é importante que neste primeiro ano de aplicações financeiras se ganhe rapidamente o hábito de destinar uma parcela dos rendimentos até que isso se torne algo automático. Adquirido esse hábito é aconselhável que se busque conhecimento sobre economia e outros produtos financeiros de renda fixa como, por exemplo, CDB, LCI, Fundos Imobiliários, LCA e Debêntures, e também em renda variável como, por exemplo, ações de empresas. Esse conhecimento é extremamente importante para você analisar os seus rendimentos, comparar com outras aplicações, analisar qual é o cenário atual da economia e prever qual cenário está se formando, pois será com estas informações que você saberá dizer se é o momento ideal ou não para transferir seus recursos para outra aplicação mais rentável, ou ainda diversificar seus investimentos.

     Continuar acumulando dinheiro na mesma aplicação por anos é uma prática que até pode lhe trazer algum lucro, mas que por causa das constantes mudanças do nosso cenário econômico, isso fará você ganhar menos dinheiro se tivesse atento com a lucratividade das outras opções de investimento. Mas, também pode lhe trazer prejuízos financeiros pela falta de iniciativa e informação. Desta forma, é necessário pelo menos uma vez por ano avaliar suas aplicações financeiras para verificar se não vale a pena diversificar para ganhar mais.

     Pense como um empresário que está atento sobre o seu mercado de atuação e procura estar um passo a frente para não ser engolido pelo concorrência. Você é um investidor que, como esse empresário, precisa estar atento sobre a rentabilidade das diversas opções de investimentos. O comodismo irá corroer suas economias e fazer com que você não atinja seus objetivos e sonhos no tempo que você planejou. Por isso, busque iniciativas como essas que eu elenco abaixo:

1) Eduque-se financeiramente. Leia livros e artigos sobre investimentos, siga e assine canais no YouTube de educadores financeiros e de corretoras. Faça cursos e assista palestras sobre o assunto.

2) Procure ajuda especializada. Hoje há diversos planejadores, terapeutas e coaches financeiros capacitados no mercado que podem te ajudar a organizar a sua vida financeira, a criar um plano para eliminar as dívidas e apoiá-lo na escolha de aplicações financeiras mais adequadas para o seu perfil.

     Espero que esta reflexão tenha lhe ajudado, pois realizar nossos sonhos e objetivos são o que nos dão combustível para melhorar a nossa qualidade de vida e também da nossa família.