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LCI e LCA – O que são e como investir

Olá! O artigo de hoje é sobre LCI e LCA.

LCI significa Letras de Crédito Imobiliário e LCA significa Letras de Crédito do Agronegócio.

São títulos de renda fixa emitidos por bancos. Ao investir seu dinheiro em LCI ou LCA, você empresta o seu dinheiro para o banco e este financia empreendimentos do setor imobiliário (no caso da LCI) e empreendimentos do setor agrícola (no caso da LCA).

Uma grande vantagem em investir nesses títulos é que eles são cobertos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

Outra vantagem bastante importante é que não há incidência do imposto de renda.

Eles podem ser prefixados (um percentual fixo anual) e pós-fixados (o indicador de rentabilidade é o CDI).

Você encontra esses títulos em bancos e em corretoras a partir de R$ 1.000,00, e eles apresentam carência, ou seja, possuem um prazo para resgate.

Por fim, esses títulos podem ser uma interessante opção para diversificar seus investimentos e realizar sonhos de médio prazo, já que, novamente, estão cobertos pelo FGC e não há incidência de imposto de renda.

3 Dúvidas sobre IR no Tesouro Direto

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     Estou recebendo muitas dúvidas sobre investimentos e muitas delas dizem respeito sobre como funciona o imposto de renda no Tesouro Direto.

     Basicamente, são 3 pontos de atenção que devemos ter com o imposto de renda, quando investimos em Tesouro Direto:

     1) O imposto de renda é calculado sobre o rendimento da aplicação e não sobre o montante total. Por exemplo, se você investiu R$ 800,00 e resgatou R$ 1.000,00, o imposto de renda será calculado sobre o rendimento (o lucro), ou seja, sobre R$ 200,00 e não sobre R$ 1.000,00.

     2) O imposto de renda será retido na fonte, ou seja, a própria corretora fará a retenção e também fará a transferência do valor para a Receita Federal.

     3) O imposto de renda, no Tesouro Direto, segue a tabela regressiva, que é a tabela utilizada para cálculo de IR para quase todos os investimentos de renda fixa. Segue abaixo a tabela:

tabela regressiva ir

     É um grande prazer responder as dúvidas dos leitores do meu blog. E se você também possui dúvidas, peço que as envie aqui para eu lhe ajudar a saná-las.

Aproveito também para divulgar o lançamento do meu e-book “Como organizar as minhas finanças pessoais”. Ele responde várias dúvidas dos meus leitores e está com um preço promocional de R$ 6,99. Mas, é por tempo limitado. Clique no link abaixo e adquira já o seu.

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Lançamento do meu e-book

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📚 Tenho o prazer de anunciar que hoje estou lançando o meu e-book “Como Organizar as Minhas Finanças Pessoais“.

Nele eu apresento 4 passos poderosos para você organizar a sua vida financeira e começar a realizar seus sonhos.

São eles:

💰 1 – Como fazer uma análise financeira pessoal;
💰 2 – Como eliminar as dívidas;
💰 3 – Como priorizar sonhos e;
💰 4 – Como fazer um orçamento financeiro.

Foi escrito com todo carinho e dedicação para ajudar as pessoas a organizarem as suas finanças pessoais, mudarem a forma como lidam com o dinheiro e terem uma vida mais tranquila e bem sucedida.

“Mas, Marcelo, quanto custa o seu e-book?”

De R$ 19,99 por apenas R$ 6,99. 😲😲😲 Eu disse: apenas R$ 6,99. 🤑🤑🤑

Preço de lançamento bem simbólico e por tempo determinado.

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Vamos disseminar a educação financeira pelo Brasil e pelo mundo.

Um grande abraço. 🤓

Como administrar melhor o meu cartão de crédito?

     Hoje quero atender um leitor que acabou contraindo uma dívida que está tirando o sono dele, e que também tira o sono de milhares de brasileiros.

     O cartão de crédito.

     Ele é um dos grandes vilões de endividamento pessoal dos brasileiros. Entretanto, é importante lembrar que ele é apenas um meio de pagamento como outro qualquer. No entanto, ele exige que se tenha o dinheiro na data de vencimento da fatura do cartão. Por isso, é importante planejar as compras e controlar a impulsividade.

     Por outro lado, as instituições financeiras não gostam que você pague o cartão em dia, no valor total da fatura. Por que elas não gostam? Porque você agindo dessa forma elas não ganham juros. Elas querem que você pague a prazo para ganharem juros e multas. Só que você agindo da forma que elas querem, você ficará mais endividado e com menos dinheiro no bolso. Para você ter uma ideia, de acordo com o ranking do Banco Central do Brasil, a taxa média cobrada para consumidores adimplentes chegou 261,1% ao ano. Já a taxa média cobrada dos consumidores inadimplentes (que não pagaram ou atrasaram o pagamento mínimo da fatura) chegou a 313,3% ao ano. É muito alta.

     Por isso, eu enfatizo que se você tem dívidas no cartão de crédito, pague o mais rápido possível. Procure não pagar o valor mínimo e cuidado com o limite oferecido pela instituição do cartão. Há pessoas que possuem um limite de crédito (pasmem), de 4 vezes o valor do rendimento líquido que possuem. Transformando esse exemplo em números, digamos que uma pessoa tenha um rendimento líquido de 2 mil reais, ela chega a ter 8 mil reais de limite. Imagine se esta pessoa, sem educação financeira e que possui um comportamento consumista, utilize todo esse limite, como ela fará para quitar esse montante, fora os juros?

     É claro que cada pessoa é responsável pelos seus atos e sabe o que faz, mas esse tipo de comportamento levará esta pessoa para o desequilíbrio financeiro, podendo trazer todas muitas preocupações, stress, brigas em família, etc.

     Por isso, a recomendação é ter um limite, no máximo, 50% do seu rendimento líquido mensal.

     Um outro ponto importante é sobre a anuidade. Se você paga anuidade do cartão de crédito, mas os benefícios oferecidos pela instituição financeira do cartão não estão sendo utilizados por você, então não faz sentido manter esse pagamento mensal. É recomendado que você economize esse dinheiro e opte por um cartão sem anuidade.

     E por fim, simplifique. Diminua o número de cartões de crédito. O seu tempo é muito escasso. Para administrar um cartão já demora um certo tempo, imagine diversos cartões, com diversas datas para fatura, diversos aplicativos e sites para acessar. Por isso, repito, simplifique. Tenha apenas um ou, para segurança, dois cartões de crédito. É mais fácil administrá-los e diminui o risco de perder o controle dos pagamentos, e de pagar juros.

     Resumindo:

     1) Pague a fatura do cartão em dia e no valor total;

     2) O valor do limite do seu cartão de crédito deve ser, no máximo, 50% do valor do seu rendimento líquido mensal;

  3) Opte por cartão de crédito sem anuidade, caso não vá utilizar os benefícios oferecidos pelas instituições financeiras;

     4) Tenha no mínimo um cartão e, no máximo, dois cartões de crédito.

     5) Pratique o consumo consciente (dica extra).

     Mande suas dúvidas e opiniões. Vamos disseminar a educação financeira pelo Brasil e pelo mundo. Um grande abraço.

Combater o desequilíbrio financeiro e buscar autoconhecimento

     Hoje vamos conversar sobre desequilíbrio financeiro. E já começo com uma reportagem do Portal G1 publicada em 19 de julho de 2018. Ela mostra um levantamento feito pela Serasa Experian, onde o número de inadimplentes chegou a 61,8 milhões. É um número recorde, se comparado aos anos anteriores. Esse levantamento também vai mostrar que 40,3% da população adulta está inadimplente. Se considerarmos por valor, o montante de dívidas acumuladas em junho de 2018 foi de 273,4 bilhões de reais. É muito dinheiro. Desse valor, chegaremos a uma média de 4.426,00 reais por pessoa.

     São números muito preocupantes. O desequilíbrio financeiro se tornou um problema cada vez mais comum e presente na vida dos brasileiros. Ele se dá, principalmente, por dois motivos:

  • A incapacidade de organizar o orçamento e;
  • A dificuldade em resistir às compras que não são necessárias.

     No primeiro motivo, não ser capaz de organizar o próprio orçamento significa não saber, no final do mês, para onde o dinheiro está indo, onde ele está sendo gasto, gerando descontrole e dívidas.

     No segundo motivo, é importante resistir às promoções ou opções de parcelamento. E antes de comprar algo, reflita se realmente é necessário adquirir determinado produto e se tem mesmo o dinheiro para pagá-lo, evitando assim, de pagar juros.

     Outro caso muito comum é que algumas pessoas acabam perdendo os seus empregos, mas continuam mantendo o mesmo padrão de vida de quando estavam empregadas. Também há algumas pessoas que enxergam o limite do cartão de crédito ou do cheque especial como uma renda adicional e aproveitam esse limite para realizar mais compras, consequentemente, mais dívidas.

     Outra informação interessante é que, em 2011, a Employee Financial Education Division fez um levantamento e descobriu que as dívidas podem causar alto stress nas pessoas e apresentou os seguintes números:

  • 29% sofrem de ansiedade severa;
  • 51% tiveram tensão muscular, incluindo dor lombar;
  • 6% reportaram ataques cardíacos;
  • 27% tinham úlceras ou problemas no trato digestivo;
  • 61% disseram que o dinheiro é o primeiro fator de stress;
  • 52% disseram que o stress por razões financeiras contribuíram para que se tornassem mais irritadas, com raiva, fadiga e insônia.

     Esse levantamento constatou ainda que esses problemas contribuem para o uso excessivo de convênio médico, aumento do presenteísmo e do absenteísmo no ambiente corporativo. O desequilíbrio financeiro pode causar muitos estragos na vida de uma pessoa, desde uma irritabilidade, baixo desempenho no trabalho até uma doença grave ou um divórcio.

     Desta forma, para virar o jogo do desequilíbrio financeiro, a única pessoa capaz de fazer isso é você mesmo. Por isso, é importante frisar que cuidar das próprias finanças é muito importante, mas não se deve colocar o dinheiro no centro da sua vida. Pois, quando a única razão na vida de alguém é apenas o dinheiro, pessoas se deprimem, ficam cansadas, se separam e desanimam. O lado financeiro é apenas um reflexo das suas escolhas cotidianas e, diante deste fato, é necessário pensar a vida integralmente, ou seja, existem também a família, a saúde, a carreira, a espiritualidade e o lazer. Tudo isso, junto com a questão financeira, formam uma vida integrada e estável.

     O tema dinheiro não é uma disciplina exata. Ela envolve também o lado emocional. Por isso, é importante refletir um pouco sobre algumas questões:

  • Você possui muitas dívidas? Se sim, por que isso ocorre? Compra por impulso? Está mantendo um padrão de vida maior do que você pode sustentar? Não possui controle do próprio orçamento e no final do mês já gastou além do que poderia?
  • Qual é o seu comportamento em relação ao dinheiro? Ele te traz paz e tranquilidade? Ou ele te traz uma sensação de poder e superioridade?
  • O dinheiro te domina ou é você quem o domina?
  • E por último, você está feliz com as coisas que tem hoje? Ou gostaria de conquistar mais coisas e isso faz com que você gaste além da sua capacidade?

     Faça essa reflexão e busque se conhecer mais. Lembre-se de que o dinheiro é apenas um meio para a realização dos nossos sonhos e não um fim que nos causa pesadelos todas as noites. O objetivo maior é sermos felizes agora e gratos pela vida que temos neste momento.

     Gostou deste artigo? Deixe aqui a sua opinião e experiência de vida. Peço que também divulgue o meu blog para a sua rede de contatos. Vamos formar uma comunidade de pessoas do bem, informadas, educadas financeiramente e, principalmente, prósperas.